quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Advogado de Lula depõe a Moro e diz que Marisa Letícia tratava de aluguel


Reprodução
Depoimento por videoconferência do advogado Roberto Teixeira ao juiz Sergio Moro nesta terça (19)


Compadre do ex-presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira prestou depoimento nesta terça-feira (19) ao juiz Sergio Moro e, assim como o petista, atribuiu a responsabilidade sobre um imóvel alvo de ação penal na Lava Jato à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro.

Teixeira é réu, junto com Lula, em ação sobre suposto favorecimento

da Odebrecht ao ex-presidente por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

O Ministério Público Federal afirma que Lula não pagou aluguéis pelo uso da unidade, vizinha à que mora, e que a propriedade foi adquirida com dinheiro da Odebrecht por meio do engenheiro Glaucos da Costamarques, em 2010.

O advogado disse que assessorou na elaboração do contrato de aluguel e que tratou do assunto com Marisa Letícia, que foi quem assinou o contrato de locação.

Disse ainda que, nos anos seguintes, a ex-primeira-dama pediu ajuda para a elaboração da declaração do Imposto de Renda e afirmou que não tem nenhuma informação sobre como se dava o pagamento de aluguéis a Costamarques.

"Minha atuação é apenas e tão somente como advogado. Não sou administrador, não sou gestor. Sou amigo, tão e somente amigo, mas minha amizade não se estende a essas outras informações todas."

Ele afirma que o fato de os aluguéis estarem declarados no Imposto de Renda de Lula e de Costamarques indica que os valores foram efetivamente pagos. "Se constou no imposto de renda é porque existe."

O apartamento foi comprado pelo engenheiro, falou Teixeira, por uma junção do interesse em investir no imóvel com a pretensão da família de Lula em ocupar a unidade para garantir mais privacidade.

Ele disse que Costamarques mentiu e falou "asneiras" em seu depoimento na Justiça Federal. O engenheiro afirmou que só recebeu aluguéis a partir de 2015.

Ao depor, na semana passada, Lula afirmou que Marisa Letícia administrava o patrimônio da família e disse desconhecer a suposta falta de pagamento de aluguel.

TERRENO

Costamarques também é alvo da acusação na outra parte da acusação, que trata da compra de um terreno da zona sul de São Paulo que abrigaria a sede do Instituto Lula.

O engenheiro comprou o terreno, assumindo uma série de débitos, e revendeu para uma empreiteira ligada à Odebrecht, em uma atuação apontada pela Procuradoria como a de um laranja.

Teixeira negou que tenha havido irregularidades no processo de compra pela Odebrecht da propriedade.

Ele representou, como advogado, Costamarques nessa negociação e disse que o imóvel foi comprado por ser uma "pechincha". Costamarques é primo distante de José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.

O advogado diz que, após a compra, o ex-diretor da Odebrecht Realizações Paulo Baqueiro de Melo, hoje delator, procurou Costamarques para que um "pool" de empresas adquirisse o imóvel com o objetivo de instalar o Instituto Lula e o acervo presidencial.

Apesar de a Odebrecht Realizações ter negociado a compra da empresa, quem comprou foi a construtora DAG. Segundo Teixeira, esse trâmite foi "absolutamente normal".

"É muito comum num processo de aquisição aparecer uma segunda ou uma terceira pessoa adquirindo o imóvel por conta das negociações [que tenham feito anteriormente]", disse.

Ele negou que tenha recebido qualquer dinheiro "por fora" ou tratado sobre o tema com o ex-ministro Antonio Palocci ou o ex-presidente Lula. Ainda disse que soube, posteriormente, que outros imóveis foram oferecidos a Lula, mas não deu assistência jurídica a nenhum deles. "Minha atuação foi até a lavratura da escritura", repetiu.

Esse é o último depoimento do processo. Agora, Sergio Moro receberá manifestações finais da defesa e do Ministério Público e, então, poderá decidir sobre o caso. O juiz estabeleceu um prazo de cinco dias para a juntada de documentos.

Lula segue líder, mas Bolsonaro e Doria crescem para 2018, diz pesquisa


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais uma vez aparece como primeiro colocado em pesquisa de intenção de voto para presidente divulgada nesta terça-feira (19) pela CNT/MDA.
Ao mesmo tempo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tiveram crescimento significativo desde o último levantamento.

Em pesquisa espontânea, isto é, quando o entrevistador não fornece um rol de candidatos, Lula aparece com 20,2% das intenções de voto, ante 16,6% em fevereiro. Bolsonaro, que tinha 6,5% em fevereiro, chegou a 10,9%. Doria foi de 0,3% para 2,4%.

Embora líder nas pesquisas, o ex-presidente pode não conseguir se candidatar. Investigado em várias frentes, Lula já foi condenado em primeira instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá. Caso essa decisão seja confirmada pelo tribunal, o petista deve ficar inelegível.

O petista fez uma caravana de 20 dias pelo Nordeste entre o fim de agosto e o início de setembro, período no qual percorreu nove Estados.

Doria também tem viajado constantemente, inclusive em dias úteis. Por isso, o Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento preparatório de inquérito para investigar as viagens do prefeito. Ele afirma que seu governo tenta buscar um ritmo "menos provinciano".

Bolsonaro também tem viajado com frequência pelo Brasil.

Já a ex-senadora Marina Silva (Rede), que tem se mantido distante do noticiário e com agenda política discreta, manteve o patamar da pesquisa feita em fevereiro. Ela tinha 1,8% das intenções de voto, e agora tem 1,5%.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que também tem intenção de se candidatar, saiu de 0,7% para 1,2%, mesmo percentual do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que em fevereiro tinha 0,4%.

SEGUNDO TURNO

Em simulações de segundo turno, Lula venceria em todos os cenários, mas, caso a eleição fosse hoje, teria menos facilidade caso disputasse contra Bolsonaro ou Marina Silva. O petista tem 40,5% das intenções, ante 28,5% do deputado. Caso enfrentasse a ex-senadora, venceria por 39,8% a 25,8%.

Alckmin e Doria têm desempenho semelhante em simulações em que enfrentariam Lula no segundo turno. O prefeito tem 25,2% das intenções, ante 41,6% do petista. Já o governador tem 23,2%, contra 40,6% de Lula.

AÉCIO DESPENCA

A maior diferença observada pela pesquisa diz respeito ao senador Aécio Neves. Em maio, foram divulgados os áudios de conversas entre o senador e o empresário Joesley Batista, da JBS, em que acertam o pagamento de R$ 2 milhões.

Em um eventual segundo turno contra Lula, Aécio perderia de 41,8% a 14,8%. Em fevereiro, ele tinha 27,5%, contra 39,7% do ex-presidente.

Aécio se tornou ainda o candidato com a maior rejeição entre os presidenciáveis. Ao todo, 69,5% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum, índice bem maior do que aqueles registrados por Ciro Gomes (54,8%), Alckmin (52,3%), Marina Silva (51,5%), Lula (50,5%), Bolsonaro (45,4%) e Doria (42,9%).

A pesquisa divulgada nesta terça tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Foram realizadas 2.002 entrevistas em 25 unidades federativas de todas as regiões do Brasil entre os dias 13 e 16 de setembro.

Marlene Bergamo/Folhapress

Jovem de 19 anos é morto a tiros no Mutirão em Sousa.


Um crime de Homicídio foi registrado na tarde desta quarta-feira (20), na Cidade Sorriso da Paraíba.

A Vítima identificada como Francisco Guilherme Rodrigues da Silva, 19 anos conhecido popularmente como Guilherme de Galego Daniel foi atingido por vários disparos de arma de fogo, possivelmente de pistola no Conjunto Mutirão, efetuados por uma Dupla em uma moto.

Guilherme estava preso por porte ilegal de arma de fogo na Colônia Penal Agrícola do Sertão, e teria saído há 19 dias.

A Polícia Militar foi comunicada e está no local realizando todos os procedimentos necessários.
Ainda não se sabe sobre a autoria e motivação do crime.

FONTE: SERTÃO WEB

Jornalista lança livro sobre a história da televisão na Paraíba

A cidade de Guarabira e TV Portal Mídia são homenageadas

O jornalista Gilson Souto Maior estará lançando no próximo dia 13 de outubro, em Guarabira, o primeiro livro que trata da história da televisão em nosso Estado. Após o lançamento, feito em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Cajazeiras, o novo trabalho do jornalista paraibano – História da Televisão na Paraíba – será apresentado aos guarabirenses, numa solenidade programada para as dependências do Victor’s Center Hotel, às 19 horas.
O livro ‘História da Televisão na Paraíba’ demonstra a preocupação do conhecido nome do jornalismo paraibano no desenvolvimento de bibliografias da comunicação, que retratem a história dos meios de comunicação social e dos seus atores, de ontem e de hoje. “Não podemos deixar de lado a história dos nossos veículos – Rádio, TV, Jornais – além dos nomes daqueles que contribuíram e dos que hoje contribuem para a existência das nossas mídias” – destaca Gilson.
O lançamento em Guarabira, segundo ele, não deixa de uma homenagem à cidade, que conta com uma das primeiras emissoras de televisão na Web, a TV PORTALMIDIA, mas, representa ainda o reconhecimento à jornalista Michele Marques, idealizadora desse projeto, que está levando o nome a imagem de Guarabira ao mundo inteiro, através das redes sociais. “É um projeto ousado da experiente jornalista, que deve merecer uma atenção maior das autoridades e do povo da capital do Brejo. Tanto é assim, que a TV PORTALMÍDIA e a cidade, entram para história em cinco páginas desse trabalho memorialístico: a TV por ser a primeira da região brejeira e segunda da Paraíba, e, Guarabira, por ser uma das cidades beneficiadas com uma emissora que se utiliza desse moderno modelo de estações televisão na WEB’ – enfatiza.
Recentemente, Gilson lançou o livro ‘Rádio – História e Radiojornalismo’, um trabalho com capítulos históricos e de técnicas de escrever para o rádio, e, gora, a ‘História da Televisão na Paraíba’, se apresenta como mais um esforço desse polivalente homem de comunicação, no sentido de melhorar a bibliografia a ser colocada ao dispor dos historiadores e leitores paraibanos, especialmente, aos estudantes de Jornalismo/Comunicação Social.
O livro ‘História da Televisão na Paraíba’ – tem o prefácio do também jornalista, professor e historiador, José Octávio de Arruda Mello, além de comentários sobre o autor por parte dos conhecidos e destacados jornalistas Sílvio Osias e Nonato Nunes.
‘História da Televisão na Paraíba’ mostra o bonito trabalho de pesquisa de Souto Maior, em 344 páginas, ilustradas por mais de 700 fotos, capa e diagramação da jornalista, design e RP, Ilka Cristina, da Estampa/PB, com impressão da Editora A UNIÃO.
Sobre o autor
Gilson Souto Maior niciou a sua vida como profissional na imprensa paraibana no ano de 1965, na Rádio Caturité de Campina Grande, onde exerceu diversas funções: redator, radioator, repórter, locutor apresentador, locutor-chefe, comentarista e locutor esportivo (1965/1970). Ainda no final dos anos 60 e anos 70, colaborou, através de assessoramentos, com a programação da Difusora Rádio Cajazeiras, o que faz até hoje, pelo bom relacionamento com os seus dirigentes.

Passou pelos Diários Associados em Campina Grande – TV Borborema, Rádios Borborema e Cariri, como gerente de programação, e, Diário da Borborema, como redator e colunista, nos anos 70/82, escrevendo sobre música. Foi Assessor de Comunicação Social do Sistema FIEP/SESI SENAI (1979/1981). Intregrou, ainda, a Assessoria do então prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro (1981/82, quando transferiu-se para a capital do Estado.

Em João Pessoa, integrou a Rádio e Jornal Correio, em 1975, fez parte da equipe fundadora e foi o primeiro apresentador do telejornal da TV O NORTE (1987/1988), hoje TV Manaíra. Foi Assessor de Comunicação Social da TELPA, Telecomunicações da Paraíba S/A, Empresa do SISTEMA TELEBRÁS (1982/1999). Presidiu a Rádio Tabajara da Paraíba, emissora oficial do governo do estado (1987/1989), durante o Governo Burity II.

É graduado e pós-graduado em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo – pela Universidade Regional do Nordeste, hoje UEPB - Universidade Estadual da Paraíba. Professor especialista em Comunicação Social, concursado, hoje aposentado, lecionou, durante sua vida acadêmica, as disciplinas: Radiojornalismo e Estágio Supervisionado de Rádio. Telejornalismo, História do Jornalismo no Brasil, Tópicos de Comunicação, Assessoria de Comunicação e Técnicas de Entrevista e Reportagem.

No ano de 2003, ao retornar da França, onde residiu por um tempo, foi convidado para assumir o então Departamento de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, na administração do presidente da Casa de Epitácio Pessoa, Deputado Rômulo Gouveia. Integrou, durante catorze anos a equipe da TV Assembleia, da qual, como um de seus fundadores, foi coordenador durante vários anos.

Foi subchefe e chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Regional do Nordeste – URNe, durante os reitorados dos professores José Cavalcanti de Figueiredo e Antônio Vital do Rêgo no período de 1979/1982.


Por Michele Marques

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção

Divulgação/Exército Brasileiro

General Antônio Hamilton Martins Mourão


Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil". Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

"Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."

O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.

Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.

Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".

Na sua exposição, de quase uma hora, o general criticou a Constituição de 1988, que segundo ele garante muitos direitos para os cidadãos e poucos deveres, atacou a classe política. "Sociedade carente de coesão cívica. A sociedade brasileira está anímica. Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção brasileira ou então sai brigando entre si em qualquer jogo de time de futebol. Crescimento insuficiente e o Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro."

O general respondeu a uma pergunta lida pelos organizadores do evento, segundo a qual "a Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas". Contudo, "intervenção militar" não é prevista em nenhum trecho da Constituição. O artigo 142 da Carta, que costuma ser citado por militantes na internet, fala apenas que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e "à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes [Poderes], da lei e da ordem". O texto, portanto, condiciona uma eventual ação militar a uma iniciativa anterior dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A pergunta também sugeriu um "fechamento do Congresso".

Na sua resposta, contudo, Mourão não rebateu a afirmação contida na pergunta de que uma "intervenção" seria constitucional e nada falou sobre fechamento do Legislativo. Pelo contrário, elogiou-a como "excelente pergunta".

Em nota neste domingo (17), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental, disse que vê com "preocupação e estranheza" a sugestão do general de que o Exército poderá "intervir militarmente, caso a situação política não melhore". "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o General estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre. Ela é ainda mais grave por ter sido emitida pelo Secretário de Economia e Finanças, responsável pelo gerenciamento de recursos da Força e, portanto, soar como chantagem aos Poderes constituídos em um momento de restrição orçamentária."

"O Exército Brasileiro tem pautado sua atuação no cumprimento da lei, buscando ser fator de estabilidade política e institucional. Não é possível, neste delicado quadro, vermos a confiança da população nas Forças Armadas ser abalada por posturas radicais, ainda mais diante da aguda crise de violência que atinge o país", diz a nota.

A Folha procurou na tarde deste domingo (17) o Comando do Exército e o Ministério da Defesa para ouvi-los sobre as declarações do general. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército informou "que o Exército Brasileiro, por intermédio do seu comandante, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tem constantemente reafirmado seu compromisso de pautar suas ações com base na legalidade, estabilidade e legitimidade".

A Folha pediu contato com o general Mourão, para que comentasse suas declarações, mas o centro de comunicação social do Exército informou que as respostas serão dadas por meio do órgão. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Mourão disse que "não está insuflando nada" e que "não defendeu [intervenção], apenas respondeu a uma pergunta". Porém, logo em seguida o general reiterou que "se ninguém se acertar, terá de haver algum tipo de intervenção, para colocar ordem na casa".

Disse ainda que "não é uma tomada de poder. Não existe nada disso. É simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem, e diga: atenção, minha gente vamos nos acertar aqui e deixar as coisas de forma que o país consiga andar e não como estamos. Foi isso que disse, mas as pessoas interpretam as coisas cada uma de sua forma. Os grupos que pedem intervenção é que estão fazendo essa onda em torno desse assunto".

O Ministério da Defesa não havia se manifestado até a conclusão deste texto.

*

A seguir, a íntegra do trecho em que o general falou sobre a "intervenção".

Pergunta: [apresentador lê um papel com a pergunta] "A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter 'comprado', entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova."

Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?' Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, 'aproximações sucessivas'. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama 'o Cabral'. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, 'poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas'. Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.


RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

sábado, 16 de setembro de 2017

Morre, aos 65 anos, o jornalista Marcelo Rezende

O jornalista Marcelo Rezende (Foto: Reprodução/Facebook/Marcelo Rezende)


O jornalista Marcelo Rezende morreu, às 17h45 deste sábado (16), em São Paulo, aos 65 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer, informou o Hospital Moriah.

Rezende foi diagnosticado no início do ano com câncer no pâncreas com metástase no fígado. Ele se afastou do comando do programa Cidade Alerta, da TV Record, para fazer o tratamento de quimioterapia. Ele estava internado no Hospital Moriah, na Zona Sul de São Paulo.

Em um vídeo postado no dia 3, Marcelo Rezende falou sobre os altos e baixos do tratamento contra o câncer. "O que eu tenho, a doença que eu tenho, o câncer que eu tenho, tem altos e baixos, é como uma montanha-russa. Uma hora eu to lá em cima, outra hora eu to lá embaixo. O mais importante é que eu estou firme e estar firme é aqui, onde a mente funciona. E eu estou firme para enfrentar os baixos, até chegar o momento em que o alto vai deslizar e aí a cura vai chegar. E eu tenho certeza dela porque Deus está comigo, Deus está contigo", disse o jornalista.

Marcelo Luiz Rezende Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1951.

Começou sua carreira como repórter esportivo nos anos 70 do Jornal dos Sports. Trabalhou em O Globo, revista Placar e chegou à TV em 1987 para trabalhar na Globo. Entre os destaques está a cobertura do caso da operação da polícia na Favela Naval, em Diadema e a apresentação do programa Linha Direta. Trabalhou também na Band e Rede TV.


O jornalista deixa cinco filhos e dois netos.

Veja íntegra da nota da TV Record:


A Record TV informa com grande pesar o falecimento de Marcelo Rezende, neste 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, zona sul de São Paulo. Transmitimos nossas sinceras condolências ao familiares e amigos do jornalista com o qual tivemos a honra e o privilégio de trabalhar e que atuou com tanto brilhantismo em nossa programação.

O apresentador estava afastado do Cidade Alerta desde maio, quando descobriu um câncer no pâncreas e no fígado. Ele estava no comando do programa desde 2012 e ali imprimiu a sua marca, expondo os problemas de segurança pública do País com a coragem que sempre pautou sua trajetória, transformando o Cidade Alerta em um importante canal de denúncias. "Esse jornalismo que eu e alguns companheiros fazemos é o jornalismo que revela as mazelas do País", disse ele.

Com mais de 40 de carreira, Marcelo Rezende deixa um grande legado ao jornalismo do Brasil e da Record TV. Sua trajetória foi sempre guiada pela coragem em tocar em feridas sociais. Do flagrante de abuso policial na Favela Naval, em Diadema (SP), à corrupção no futebol, passando pelos inesquecíveis depoimentos de Francisco Assis Pereira, o Maníaco do Parque, e do ex-goleiro Bruno. Rezende foi um repórter investigativo de raro talento e um apresentador polêmico que não tinha medo de expor suas opiniões. Alguns dos episódios mais marcantes de sua carreira ele narrou no livro "Corta pra Mim", lançado em 2013 pela editora Planeta, que tornou-se rapidamente um best-seller.

Rezende iniciou sua carreira na mídia impressa, aos 17 anos, no Jornal dos Sports, em sua cidade natal, no Rio de Janeiro, e atuou como jornalista esportivo por um longo período. Atuou no jornal O Globo e em seguida na Revista Placar, da editora Abril, até que, por fim ingressou na televisão, em 1988, quando foi trabalhar no Globo Esporte. A carreira sofreu uma guinada quando foi designado para fazer reportagens investigativas. Em 1999, fez parte da equipe de criação do Linha Direta, do qual tornou-se apresentador.

Na Record TV, o jornalista apresentou o Cidade Alerta em duas ocasiões, entre 2004 e 2005, e de 2012 a 2017, além de ter comandado o Repórter Record e o quadro A Grande Reportagem, exibido pelo Domingo Espetacular. Trabalhou também na Rede TV! onde apresentou o Repórter Cidadão e o Rede TV! News. Na Band esteve a frente do Tribunal na TV.

No dia da estreia do novo Cidade Alerta, em 2012, Marcelo deu o tom do que o telespectador poderia esperar : "Nós não temos amigos, nem inimigos. Trabalhamos para o interesse público, o interesse da comunidade, o interesse da sociedade".

Nessa nova fase do Cidade Alerta, a carreira do Marcelo também foi marcada pela inusitada interação com a equipe de jornalistas espalhada pelo Brasil. Descontração e alegria que contagiaram milhões de brasileiros e marcaram uma nova alternativa de informar os telespectadores.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Rodrigo Janot denuncia Lula, Dilma, Palocci e Mantega por organização criminosa

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba de denunciar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ex-presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci pelo crime de organização criminosa.

Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar, e os ex-tesoureiros do PT João Vaccari e Edinho Silva.

Na denúncia, Janot sustenta que os acusados formaram uma organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Operação Lava Jato.

"Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016 , os denunciados, integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Rousseff sucessivamente titularizaram a Presidência da República para cometimento de uma miríade [grande número] de delitos, em especial contra a administração pública em geral", sustenta Janot.

Defesa

Em nota, a defesa do ex-presidente Lula classificou a denúncia da PGR como uma ação política e “sem qualquer fundamento”.

A defesa de João Vaccari disse que a denúncia é “surpreendente” e “totalmente improcedente”. Segundo o advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, Vaccari cumpriu seu papel, como então tesoureiro do PT, de solicitar doações legais destinadas ao partido, as quais sempre foram depositadas na conta bancária partidária, com respectivo recibo e a prestação de contas às autoridades competentes, “tudo dentro da lei e com absoluta transparência”.

O advogado de Guido Mantega, Fábio Tofic, disse que causa estranheza que a PGR resolva oferecer denúncia baseada nas palavras de delatores, sem uma verificação mínima, no mesmo dia em que vem à tona a “desfaçatez dos delatores, pela própria PGR”.

Em nota, o ex-coordenador financeiro da campanha de Dilma em 2014, Edinho Silva, afirma que sempre agiu de forma ética e legal e que não tem dúvidas que todos os fatos serão esclarecidos e que a Justiça vai prevalecer.

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que ainda não tem um posicionamento sobre o assunto. A defesa de Palocci disse que só vai se manifestar nos autos do processo.

A senadora Gleisi Hoffmann declarou que a denúncia busca criminalizar a política e o Partido dos Trabalhadores.



Agência Brasil

Concurso para servidor técnico administrativo da UEPB deve sair em outubro com salário que chega a R$ 3.396,00

O edital do concurso para preenchimento de aproximadamente 200 vagas de servidores técnicos administrativos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está previsto para ser publicado no primeiro dia útil do mês de outubro, dia 2. A informação é do reitor Rangel Junior, que pretende realizar as provas e divulgar os resultados antes do Natal.


Segundo ele, o cronograma prévio está definido e as provas devem ser aplicadas em torno de dois meses após publicação do edital. “Está tudo encaminhado, se tiver de mudar é para antecipar, e não para postergar”, garantiu.


O concurso vai oferecer vagas para os níveis fundamental, médio e superior. Segundo Rangel Junior, os cargos de nível fundamental também são destinados a funções administrativas.


De acordo com Rangel, as nomeações já começam a ocorrer em janeiro, devido ao início do ano letivo, que começa entre final de janeiro e início de fevereiro.


O concurso será realizado pela Cpcon (Comissão Permanente de Concursos), da própria universidade.


As remunerações variam conforme a escolaridade, sendo R$ 1.502,00 para cargos de nível fundamental; R$ 2.394,00 para nível médio; e R$ 3.396,00 para nível superior. Além disso, os servidores da UEPB recebem auxílio alimentação mensal de R$ 409,48 e auxílio saúde de valor variável – conforme a renda e a idade – que vai de R$ 101,56 até R$ 205,63.



ClickPB

Cientistas criam câmera capaz de registrar por fora o interior do corpo



Para acabar com o uso de scanners e equipamentos de raio x, que geralmente têm um custo elevado associado, um grupo de cientistas criou uma câmera que detecta fontes de luz dentro do corpo, como a ponta iluminada do endoscópio, o que permitirá avaliar o progresso dos exames.

De acordo com a reportagem da BBC, a nova câmera, por sua vez, é capaz de identificar partículas individuais, fótons, e é suficientemente sensível para captar minúsculos rastos de luz que atravessam os tecidos internos.

Testes iniciais mostraram que o dispositivo protótipo pode rastrear uma fonte de luz pontual através de 20 cm do tecido, em condições normais. A nova câmera pode detectar partículas individuais, chamadas fótons, e é tão sensível que pode capturar pequenos vestígios de luz passando pelo tecido.

180 Graus

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

UMA PESSOA MORRE E OUTRA FICA FERIDA DURANTE ASSALTOS EM RODOVIA DA PARAÍBA

Um comerciante foi assassinado e uma pessoa ficou ferida durante crimes cometidos por dois homens em uma moto, na noite dessa quarta-feira (30), em trechos da rodovia BR-104, no município de Esperança, Agreste paraibano, a 155 quilômetros de João Pessoa.
De acordo com o relatório do Centro Integrado de Operações Policiais em Campina Grande (Ciop), o primeiro crime aconteceu contra um comerciante, que estava trafegando pela rodovia quando foi abordado pelos bandidos.

Na tentativa de assalto, a vítima teria reagido e foi assassinada com dois tiros. Após o crime os criminosos fugiram sem levar a moto.

Na segundo ocorrência, a mesma dupla de bandidos abordou outro motociclista e atirou contra ele, roubando a moto da vítima. Ferido no peito, o homem foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

ANVISA SUSPENDE USO DE PARACETAMOL E DOIS ANTIBIÓTICOS APÓS FALHAS DE FABRICAÇÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e uso, nessa quarta-feira (30), lotes de paracetamol e medicamentos compostos por amoxicilina e sulfametoxazol, ambos antibióticos, após detectar problemas na qualidade e no processo de fabricação. A medida vale somente para os produtos e laboratórios citados na resolução da Agência.

Paracetamol

Na resolução, a Anvisa suspendeu o lote 0130 de 16 (validade 3 de 2018) do paracetamol solução oral 200mg/ml, do fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda.

O medicamento foi suspenso depois que o Laboratório Central de Saúde do Governo de Santa Catarina identificou um material sólido na solução que deveria ser totalmente líquida. O caso foi classificado como de baixo risco e a ação é preventiva.

Segundo a Anvisa, consumidores que tenham o lote do medicamento em casa devem inutilizá-lo. Além disso, o consumidor pode ser ressarcido por comprar o medicamento irregular através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante.

Amoxil BD

A resolução da Anvisa também suspende todos os lotes do medicamento Amoxil BD, composto por amoxicilina tri-idratada, 200 mg/5 ml pó e 400 mg/ 5 ml pó suspensão oral x 100 ml, da fabricante Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S/A, vendido pela Glaxosmithkline Brasil Ltda.

O motivo da suspensão é porque o fabricante mudou a forma de fabricação do princípio ativo do medicamento. Quando isso acontece, é necessário que a Anvisa faça uma autorização prévia para garantir que a mudança não altere o funcionamento do medicamento no organismo e o tratamento dos pacientes.

Sulfametoxazol + Trimetoprima 800 + 160 mg

A suspensão vale para o lote 15L20A do medicamento fabricado pela Prati Donaduzzi & Cia Ltda e foi determinada após uma análise do Instituto Adolfo Lutz identificar problemas no ensaio de aspecto do produto.

BANDEIRA TARIFÁRIA CAI, MAS CONTA DE LUZ SOBE; ENTENDA SUA FATURA DE ENERGIA

Os últimos reajustes concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a tarifa de energia elétrica na Paraíba, que subiu em média 14,55%, e na bandeira tarifária, que passará a ser amarela em setembro, podem confundir os consumidores paraibanos.

Conforme os reajustes divulgados, o aumento real para os consumidores de baixa tensão (residencial e comercial) vai ser de 13,94%. Para a categoria industrial, o aumento chega a 16,38%.
De acordo com a Energisa, o valor atual do quilowat-hora (kwh) na Paraíba, que é a medida levada em consideração para calcular o consumo de energia, está em R$ 0,49460, sem impostos, para as unidades consumidoras sem o benefício da Tarifa Social - que atende quem tem Bolsa Família.

Por média, conforme dados da Energisa, as residências paraibanas consumiram 109 kW no mês de julho. Levando em conta o valor do kwh no mês citado, quando o kwh custava R$ 0,43487, as famílias pagaram R$ 47,40 com a compra de energia.

Agora, com o reajuste, caso o consumidor mantenha o mesmo consumo de energia, ele vai passar a pagar R$ 53,91 na conta de setembro, o que representa um aumento de R$ 6,51.

Porém, além de pagar o valor pela compra da energia, o saldo final da conta também inclui impostos e outras tarifas como: serviço de distribuição Energisa Paraíba; contribuição de iluminação pública; serviço de transmissão; encargos setoriais, impostos diretos e encargos, como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, que representa 27% do valor da conta), Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); e outros serviços que, juntos, respondem por 70,13% do valor final da conta.

“Além da compra de energia o consumidor também tem em sua conta a inclusão de encargos, serviços e impostos. Esses impostos são o ICMS (alíquota de 27%), o PIS e o Cofins. No caso do PIS e do Cofins os valores variam conforme definições do governo federal e o consumo de energia das residências. Por isso, não se pode ter um valor base único para todos os consumidores e o valor final da conta sempre varia”, informou a assessoria da Energisa.

Bandeiras tarifárias

Na conta final, o consumidor também paga valores referentes às bandeiras tarifárias (verde, amarela e vermelha) que estão em vigor desde o começo do ano.

Para setembro, a bandeira tarifária vai ser amarela, o que representa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 kwh consumidos. Em agosto, a bandeira tarifária em vigor é a vermelha, com acréscimo de R$ 3 a cada 100 kwh consumidos.

A cor da bandeira tarifária depende do custo de acionamento das usinas termelétricas. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

Processo seletivo tem 23 vagas para cargos de nível superior na PB; veja edital



Ficam abertas nesta sexta-feira (1º) as inscrições para processo seletivo do projeto técnico Consolidação e Gestão do SISAN, executado pelo Estado da Paraíba. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail selecaoprofissionaissisanpb@gmail.com, das 8h à meia-noite. O edital do processo seletivo está disponível no Diário Oficial, a partir da página 8.

São ofertadas 23 vagas para profissionais das áreas de Administração, Direito, Contabilidade, Educação Popular, Assessoria de Comunicação e Coordenação-Geral. Há ainda voltadas para pessoas com ensino superior em demais cursos. A contratação será temporária e as remunerações previstas variam de R$ 1.500 a R$ 2.000.


O processo de seleção será realizado em duas etapas distintas: análise de currículos/títulos e entrevista, todas de caráter eliminatório e classificatório. O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 19 de setembro.

Assassinato de padre foi premeditado para roubo do cofre da igreja, diz delegado

Reprodução/TV Correio HD 

 A morte do padre Pedro Gomes Bezerra, assassinado no dia 23 deste mês com 29 facadas dentro da casa paroquial no município de Borborema, no Brejo paraibano, a 135 quilômetros de João Pessoa, foi premeditada pelos executores. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (31) ao Portal Correiopelo delegado que investiga o caso, Diógenes Fernandes.

Conforme o delegado, o primeiro depoimento feito pelo adolescente de 15 anos relatou que o padre havia tentado praticar sexo com ele e com o ex-coroinha de 18 anos, também suspeito do crime, e que esse teria sido o motivo para o assassinato do padre. Porém, essa tese foi descartada.

“O adolescente prestou um segundo depoimento, longo e com detalhes do crime, e esse relato é o que se encaixa na nossa investigação. Não houve tentativa de ato sexual como motivo do crime, mas sim que a morte do padre foi premeditada pelo ex-coroinha que assassinou a vítima para roubar o cofre da igreja, que estava na casa paroquial. O que frustrou os suspeitos foi que o cofre estava vazio e eles não conseguiram roubar nada”, contou o delegado.

Ainda segundo o delegado, a tese de que o ex-coroinha se aproveitou da amizade que tinha com o padre para ter acesso ao local do crime também foi confirmada em depoimento do adolescente.

Agora, a expectativa da polícia e encerrar o inquérito sobre a investigação do crime até o dia 23 de setembro, prendendo ou não o ex-coroinha.

“O ex-coroinha, que completou 18 anos cinco dias antes de praticar o crime, continua foragido e temos recebido informações de onde ele estaria escondido, mas quando checamos não conseguimos localizá-lo. Nosso objetivo maior quanto Polícia Civil é identificar autores e fechar a autoria do crime, o que praticamente foi feito. Claro que se a prisão do ex-coroinha acontecer novos elementos podem surgir, com até a participação de uma terceira pessoa, mas estamos bem encaminhados com o inquérito e devemos fechá-lo até o dia 23”, concluiu o delegado.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

MÃE É ASSASSINADA PELA FILHA EM CARUARU-PE


Um crime brutal chocou a população caruaruense na tarde desta terça-feira dia (1º). Uma mulher foi assassinada pela própria filha dentro da própria casa, na Rua La Paz, no bairro João Mota. A vítima, Maria do Carmo da Silva, tinha 59 anos e foi morta a facadas, a assassina, Janaína Maria da Silva, de 27 anos, que morava com a mãe, foi presa em flagrante pela Polícia Militar.


Segundo informações, a sua guarnição chegou ao local com o Samu, porém apesar de terem chegado rápido, a vítima já estava em óbito e a filha que a matou estava chorando desolada em frente da casa, que é um primeiro andar e eles a prenderam em flagrante, segundo o PM, os vizinhos falaram que a assassina está passando por problemas de depressão e já vinha apresentando sintomas da doença, no entanto nenhum receituário médico determinando essa patologia foi apresentada nem ao mesmo, tampouco os demais integrantes de sua guarnição.


O delegado da 1ª DP, Dr. Alberes Cristiani Costa, esteve no local com a sua equipe e informou que há uma determinação da chefia da Polícia Civil, para que homicídios com autoria sejam instaurados inquéritos pelas próprias delegacias distritais. Disse ainda que a acusada foi levada ao plantão para ser autuada e será apresentada na audiência de custódia, em relação aos problemas psiquiátricos ele disse que isso deve ser analisado posteriormente pela justiça que deverá determinar se a filha deverá ou não ficar reclusa.






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