Como as novas mídias ocuparão o espaço deixado pelo fim da rádio FM

quarta-feira, 25 de janeiro de 20170 comentários















Reprodução/ONUMais


É isso mesmo o que você leu. As rádios FM, como você conhece podem estar com os dias contados. Em 11 de janeiro de 2017 a Noruega inicia o processo de extinção das transmissões voa rádio FM. A data para o encerramento total no país também já está marcada. As últimas ondas eletromagnéticas serão transmitidas no dia 13 de dezembro do mesmo ano. Aí sim, o rádio FM fará parte do passado na Noruega. Mas quais serão as novas possibilidades para a lacuna deixada pela rádio FM?

A popularização de aparelhos como os smartphones nos últimos dez anos é um fator tecnológico determinante para os novos rumos da comunicação de massa. Afinal, com eles é possível acessar todo tipo de conteúdo, seja áudio, vídeo, redes sociais ou todas as coisas juntas, na palma da mão.

“Essa evolução foi importante e tem feito com que as indústrias ligadas a esse tipo de plataforma cresçam em função disso. Um dos transformadores dessa geração é o “mobile”, que entre outras coisas, permite a portabilidade e transferência de dados com aplicativos como o VOIP, Skype, Spotify, Whatsapp e Messenger, entre outros”, explica Fábio Lopes, professor da faculdade de computação e informática da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Aplicativos de streaming de música, como o Spotify e o Deezer já são uma realidade há alguns anos. Em relação possuem um consumo de dados relativamente baixo quando comparado com a média de banda utilizada em programas de transmissão de vídeo, como o Netflix e o Youtube.

Entretanto, essas plataformas ainda não conseguem competir em um quesito em que o rádio é um eterno campeão. O calor humano. Mesmo com o surgimento da TV, o rádio não morreu, pois seu maior trunfo é ser a companhia do ouvinte. Como um interlocutor ou alguém que fala com o ouvinte durante todo o dia. “O gostoso da rádio é a surpresa, a companhia. Quantas vezes você já não se pegou pensando ‘Nossa, há quanto tempo não ouço essa música?!’. Até as notícias são mais rápidas no rádio. Afinal falar ainda é nosso principal meio de comunicação”, reflete Luciano Maluly, professor de radiojornalismo da Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo.

Programas transmitidos pela internet como podcasts, transmissões ao vivo via Facebook e Youtube já são alternativas consolidadas capazes de preencher a lacuna de espontaneidade eventualmente deixada pelo rádio. Não é incomum conhecer pessoas que deixam as transmissões nesses meios ligadas enquanto trabalham, estudam ou praticam esportes. Semelhanças com o rádio não são mera coincidência, são evolução!

Outra tendência é que os ouvintes façam sua própria programação, como já ocorre nas playlists dos aplicativos de música e vídeo. “A rádio 89FM, de São Paulo, fez isso durante certo tempo e deu muito certo!” celebra o especialista em radiojornalismo. A diferença é que esse novo conteúdo seria administrado pelos ouvintes, como em uma rede social. “Certa vez conversando com alunos, fizemos a seguinte pergunta: Porque não ser dono de sua própria rádio? A tecnologia permite que isso seja feito de maneira barata! Algumas emissoras já cadastram ouvintes que funcionam como uma espécie de moderadores da programação. Na Europa já tem. No Brasil também pode acontecer”, define.

Por mais que as tecnologias evoluam, o fator humano continuará sendo essencial para que as novas tecnologias sejam exploradas em seu potencial máximo. “Essa questão da Noruega é importante em termos de meio, mas precisamos pensar na mensagem, no conteúdo. Talvez voltemos às raízes dos programas de palco. Nesse caso, precisaremos de uma pessoa muito bem preparada. Como em um programa de TV ao vivo. Qual a pergunta a ser feita? Tem que se reinventar!”, conclui Luciano Maluly.

A medida anunciada em 2015 chamou a atenção da indústria radiofônica mundial. Muito do futuro do rádio vai depender do sucesso ou fracasso da transição. Afinal, outros países podem ter receio de desligar seus canais FM ao ver que audiência foi prejudicada pela mudança na Noruega.

Por Vitor Valencio.

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