Paraíba recebe três sistemas de dessalinização; iniciativa beneficia 5,8 mil pessoas

domingo, 4 de outubro de 20150 comentários

Os três primeiros sistemas de dessalinização recuperados pelo Programa Água Doce (PAD) na Paraíba foram entregues nesta sexta-feira (2). Os sistemas abastecerão os municípios de Serra Branca e Parari e fornecerão água potável à comunidade rural de Sítio Farias, em Parari.

Ao todo, esses três sistemas beneficiarão 5,8 mil pessoas que sofrem com a escassez de água na região. “Além das famílias, os sistemas de dessalinização das sedes municipais também abastecem instituições como escola, creche, posto de saúde, presídio, fórum e delegacia”, explica o coordenador Estadual do Programa, Robi Tabolkados Santos.

O convênio com a Paraíba é de R$ 21 milhões e tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 93 sistemas de dessalinização que, ao todo, vão beneficiar 12 mil famílias.

“Temos nove convênios em andamento e até 2016 estaremos beneficiando 500 mil pessoas”, diz o coordenador Nacional do Água Doce, Renato Saraiva. “Os Estados estão a todo vapor tocando as obras e entregando os sistemas.”

O Programa Água Doce é uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, que visa estabelecer uma política permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano.

Municípios

O município de Serra Branca fica a 238 quilômetros de João Pessoa. Sua economia baseia-se na agricultura de subsistência, comércio e funcionalismo público. As principais culturas são milho e feijão. Na pecuária predomina a criação de caprinos e ovinos. Muitas famílias complementam a renda com programas de renda mínima do governo federal.

Parari situa-se na região central do Estado, a 206 quilômetros da capital. Os moradores vivem do comércio, agricultura de subsistência e setor de serviços. Sítio Farias é uma comunidade rural localizada a sete quilômetros da sede do município. Oitenta famílias moram no local e dependem da agricultura de subsistência (milho e feijão) e da criação de bovinos. Complementam a renda com recursos dos programas de renda mínima do governo federal.

Os moradores de Sítio Farias contam com cisternas no período de chuva, mas na seca há apenas a água do dessalinizador. “Para a gente, isso é uma riqueza. Água doce, potável, tratada. Os açudes, agora, estão todos secos. Se não fosse essa água, a gente estava passando sede. E mesmo quando tem água no açude, não é água boa assim, tratada”, diz Jaqueline Lima de Almeida, que reside na comunidade rural.


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