segunda-feira, 20 de julho de 2015

Jovem com HIV tem vírus sob controle sem remédios há 12 anos, diz médico

Imagem de microscópio eletrônico mostra vírus HIV em superfície de célula (Foto: Cynthia Goldsmith/Centers for Disease Control and Prevention via AP)

Uma jovem francesa de 18 anos, infectada pelo HIV durante a gravidez de sua mãe, está em remissão 12 anos após parar de se receber o tratamento antirretroviral, um caso inédito no mundo - segundo estudo publicado nesta segunda-feira (20). As informações são da AFP.

O caso mostra "que uma remissão prolongada após um tratamento precoce pode ser obtido numa criança infectada pelo HIV desde o nascimento", de acordo com a pesquisa francesa apresentada pelo médico Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur de Paris, durante a 8ª Conferência sobre a Patogênese do HIV, em Vancouver, no Canadá.

A garota, que foi tratada até os 6 anos de idade, faz parte de um pequeno grupo que conseguiu remissão do vírus, pelo menos por algum tempo, depois de um tratamento com antirretrovirais. O caso da adolescente francesa é a remissão mais longa de que se tem conhecimento em uma criança, segundo informações da Reuters.

Casos anteriores
Em 2013, houve um caso de um bebê do estado americano do Mississippi que, depois de um tratamento agressivo contra o HIV, controlou a infecção por um período de 27 meses sem tratamento, antes de ela voltar.

A remissão duradoura também foi constatada em um grupo de 14 pacientes franceses conhecidos como o "estudo Visconti". Eles começaram o tratamento 10 semanas depois da infecção e permaneceram tomando as drogas por uma média de três anos.

Depois de interromper o tratamento, a maioria tinha um nível tão baixo do vírus em seu corpo que permaneceu indetectável por mais de sete anos.

Tratamento precoce
No caso da garota francesa, ela foi tratada inicialmente com uma droga destinada a prevenir que a infecção se instalasse.

Quando a droga foi retirada, seis semanas depois, a criança foi detectada com níveis altos do vírus. Ela, então, recebeu um coquetel de quatro drogas anti-HIV e permaneceu com esse tratamento por seis anos. Os médicos decidiram então não retomar o tratamento, e passaram a monitorá-la.

O médico Sáez-Cirión diz que ela não tem características genéticas associadas com indivíduos que naturalmente conseguem controlar o HIV. Ele atribui a remissão ao fato de ela ter recebido uma combinação de antirretrovirais logo depois da infecção. Para o especialista, o estudo demonstra os benefícios do tratamento precoce tanto para adultos quanto para crianças.

Do G1, em São Paulo
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