Trama de poder, corrupção e sexo ofuscam conclave

sábado, 23 de fevereiro de 20130 comentários


O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, tachou as matérias de "fantasias, invenções e opiniões"

Uma série de revelações de escândalos sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influência no Vaticano, lançadas nesta semana pela imprensa italiana, ofuscam o Conclave para a eleição de um novo Papa após a histórica renúncia de Bento XVI.

As denúncias, publicadas por dois importantes meios de comunicação da Itália, o jornal La Repubblica e a revista Panorama, afirmam que o Papa decidiu renunciar ao cargo depois de receber um relatório ultrassecreto de 300 páginas, produzido por três cardeais idosos de confiança.

No relatório são descritas as lutas internas pelo poder e pelo dinheiro, assim como o sistema de chantagens internas baseadas em fraquezas sexuais, o chamado "lobby gay" do Vaticano.

"Fantasias, invenções, opiniões", afirmou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, depois de advertir que não comentará os artigos e que os cardeais envolvidos não aceitarão conceder entrevistas.

Sob o título "Não fornicarás, nem roubarás, os mandamentos violados no relatório que sacudiu o Papa", o jornal romano sustenta que o cardeal espanhol Julián Herranz, do Opus Dei, que presidiu a investigação cardinalícia, relatou no dia 9 de outubro ao Papa os "assuntos mais escabrosos", em particular a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual".

"Pela primeira vez, a palavra homossexualidade foi pronunciada no apartamento papal", diz o jornal. O La Repubblica afirma que por oito meses cardeais, bispos e laicos foram interrogados e afirmaram que há vários grupos de pressão no Vaticano, entre eles um sujeito a chantagem por sua homossexualidade. Outro grupo se especializa em montar e desmontar carreiras dentro da hierarquia vaticana e outro aproveita para utilizar recursos multimilionários para seus próprios interesses à sombra da cúpula de São Pedro através do banco do Vaticano, de acordo com a publicação, que descreveu ontem "a guerra pelo dinheiro no Banco de Deus".

Promoção

Em uma de suas últimas ações no cargo, Bento XVI transferiu ontem Ettore Balestrero, um graduado funcionário da secretaria de Estado do Vaticano para a Colômbia, em meio a uma série de especulações da mídia sobre o conteúdo de um relatório confidencial sobre o escândalo sobre o Vatileaks, o vazamento de documentos da Santa Sé.

O porta-voz do Vaticano destacou que a transferência de Balestrero estava em andamento e há meses e não tem nada a ver com rumores sobre um dossiê. Balestrero foi chefe da delegação da Santa Sé no comitê Moneyval, órgão do Conselho Europeu que avalia medidas contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
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